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Aviso Clínico
As ferramentas do CliniCare têm finalidade educacional e de apoio à decisão clínica. Os resultados e condutas apresentados são sugestões baseadas em diretrizes e literatura médica. Cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada e global, considerando contexto clínico, comorbidades e julgamento médico. O uso das ferramentas não substitui avaliação clínica completa nem a responsabilidade profissional do médico assistente.
Modalidades de Atenção Domiciliar
AD1 · AD2 · AD3 — Guia rápido para decisão clínica
O que é Atenção Domiciliar?
A Atenção Domiciliar é uma modalidade de cuidado realizada no domicílio do paciente, indicada para pessoas com dificuldade de locomoção ou necessidade de acompanhamento contínuo. É classificada em AD1, AD2 ou AD3 conforme a complexidade clínica, funcional e social do paciente.
Base legal: Lei nº 10.424/2002 · Portaria GM/MS nº 825/2016 · Ministério da Saúde
"Paciente estável com baixa complexidade → acompanhamento pela APS"
Pacientes estáveis, com baixa complexidade, que podem ser acompanhados pela equipe da Atenção Primária à Saúde no domicílio.
Características
- Condição clínica estável
- Sem necessidade de procedimentos complexos
- Baixa dependência funcional
- Sem necessidade de equipe especializada frequente
Equipe da UBS (médico + enfermagem + ACS)
Visitas programadas conforme necessidade
Exemplos clínicos
- Idoso acamado clinicamente estável
- HAS/DM controlado com dificuldade de locomoção
- Cuidados básicos de enfermagem
- Acompanhamento de doenças crônicas compensadas
"Paciente que precisa de cuidados contínuos e mais complexos → AD2"
Pacientes com necessidade de cuidados mais frequentes ou procedimentos específicos no domicílio, exigindo equipe do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).
Características
- Condição clínica com maior complexidade
- Necessidade de intervenções regulares
- Pode necessitar equipe multiprofissional
- Procedimentos de média complexidade
Serviço de Atenção Domiciliar (SAD)
Visitas regulares com maior frequência que AD1
Exemplos clínicos
- Curativos complexos
- Uso de antibiótico parenteral domiciliar
- Reabilitação pós-internação
- Cuidados paliativos moderados
- Nutrição enteral por sonda
"Paciente com alta complexidade e suporte avançado → AD3"
Pacientes com alta complexidade que necessitam de cuidados intensivos no domicílio, com uso de tecnologia avançada e monitoramento frequente.
Características
- Alta dependência funcional
- Necessidade de tecnologia avançada
- Risco elevado de instabilidade clínica
- Suporte intensivo contínuo
SAD com equipe especializada multiprofissional
Visitas frequentes e monitoramento intensivo
Exemplos clínicos
- Ventilação mecânica domiciliar
- Nutrição parenteral
- Cuidados paliativos avançados
- Pacientes com suporte intensivo contínuo
- Traqueostomia com necessidade de aspiração frequente
| Critério | AD1 | AD2 | AD3 |
|---|---|---|---|
| Complexidade | Baixa | Moderada | Alta |
| Equipe | APS / UBS | SAD | SAD especializado |
| Frequência de visitas | Baixa / programada | Média / regular | Alta / intensiva |
| Procedimentos | Simples | Intermediários | Complexos |
| Tecnologia | Não | Eventual | Sim (VMI, NP) |
| Avaliação IAEC-AD | Não obrigatória | Obrigatória | Obrigatória |
Considere encaminhamento ao SAD quando o paciente apresentar um ou mais dos seguintes critérios:
Alertas Importantes
AD1 não substitui o acompanhamento regular na UBS — é um complemento ao cuidado.
AD2 e AD3 exigem avaliação formal com o instrumento IAEC-AD antes do encaminhamento.
Nem todo paciente acamado é AD2 ou AD3 — a complexidade clínica e funcional define a modalidade.
Sempre avaliar suporte familiar e vulnerabilidade social antes de definir a modalidade.
Avaliar Elegibilidade para AD2 ou AD3
Use o instrumento oficial do Ministério da Saúde (IAEC-AD) para calcular a pontuação e classificar o paciente em AD1, AD2 ou AD3 com texto automático para prontuário.